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Press Room

29/06/2010

Hunter Entrevista

Mônica LyraPerfil: Mônica Lyra é a atual Gerente de Gestão de Pessoas da Fetranspor. Atua desde 1989 na área de Recursos Humanos, e especificamente na Fetranspor há 17 anos. É Formada em Psicologia, com pós-graduação em Gestão de Pessoas, MBA em Gestão pela Qualidade Total e especialização em Marketing do Transporte. Atua ainda como Supervisora do Conselho Regional do Rio de Janeiro do SEST SENAT, o Sistema S do transporte.

A Fetranspor é Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro. É formada por 10 sindicatos patronais e 220 empresas de transportes de passageiros por ônibus, atuando em todo o estado. A Fetranspor é cliente da Hunter – RJ desde 2007 e empresa destaque do mês de junho. A convidada para a entrevista é Monica Lyra, atual Gerente de Gestão de Pessoas da Federação. A Mônica contou pra gente sobre os principais desafios na área de Gestão de Pessoas e sobre os projetos que a Fetranspor tem liderado em parceria com o Governo do Estado do Rio para melhorar o transporte público principalmente pelos eventos que se realizarão até 2016.

1) Hunter: Qual a dinâmica da relação da Fetranspor com todas estas empresas que ela representa e como isto impacta na dinâmica de RH?

 

Mônica: A Federação se posiciona como uma prestadora de serviços aos seus filiados, trazendo o conceito de Centro de Serviços. Entendendo que os sindicatos e empresas do Sistema devem focar seu negócio, essa iniciativa reflete a intenção de buscarmos, cada vez mais, nos antecipar aos seus interesses e necessidades oferecendo-lhes meios de aprimoramento em áreas que vão desde a tecnologia até a educação, sem custos adicionais. Dentro deste conceito, lançamos em fevereiro deste ano o Centro de Serviços em Gestão de Pessoas que prestará assessoria e consultoria em Gestão de Pessoas a todo este Sistema, visando sempre o cumprimento de nossa missão que é a de “promover o desenvolvimento do transporte para a melhoria da mobilidade e qualidade de vida das pessoas”. 

2) H: A Fetranspor passou por uma série de mudanças estratégicas e estruturais nos últimos anos, dentre elas o advento da Rio Card, como uma empresa do Grupo, e mais recentemente o bilhete único. Como a Fetranspor ficou após estas mudanças e qual foi o papel do RH nestes complexos processos?

 

M: Desde 2007 temos trabalhado seguindo o planejamento estratégico traçado para os próximos 10 anos. O bilhete único realmente foi um grande passo para melhoria da mobilidade da população deste estado, pois garantiu aos trabalhadores e usuários do transporte público mais qualidade, rapidez e conforto, além do viés da Responsabilidade Social, porque permitiu que muitos trabalhadores que moravam distante dos grandes centros pudessem ser incluídos no mercado de trabalho visto que o valor da passagem também diminuiu. Além deste projeto a Fetranspor tem liderado muitos outros em parceria com o Poder Público, principalmente pelos eventos que se realizarão até 2016 no estado do Rio. Temos trabalhado intensamente adotando uma postura proativa para o aprimoramento do transporte público do estado, pautando-nos pelos princípios da mobilidade sustentável, pois sendo o transporte de passageiros um serviço público essencial, aqui no estado somos responsáveis pelo deslocamento de 84% da população. Todas essas mudanças estão diretamente relacionadas com a visão de nossas lideranças que acreditam que são as pessoas que fazem a diferença nos serviços e, somente através delas é que esta transformação será possível.

3) H: E o que efetivamente tem sido feito para que essa transformação ocorra?

 

M: A Fetranspor tem trabalhado no sentido de criar uma nova geração de profissionais, mais capacitados e qualificados para atender às necessidades da população. Pensando assim criamos em 2008 a Universidade Corporativa do Transporte –UCT que oferece diversos cursos voltados para o setor: desde estímulo à elevação da escolaridade, ensino fundamental e médio, através de parcerias com o governo do estado e a Fundação Roberto Marinho; Programa Motorista e Rodoviário Cidadão em parceria com a FGV-RJ; até MBAs e cursos de especialização em Gestão de Pessoas, Marketing, Logística e Gestão Empresarial de Transporte de Passageiros.
Contamos ainda na área de educação com o SENAT, que forma e qualifica os trabalhadores rodoviários não só na educação formal como no desenvolvimento das competências técnicas e comportamentais, necessárias para prestar serviço de qualidade aos nossos clientes.

4) Hunter: A aliança do RH com a Diretoria da Fetranspor apresenta que reflexos para a implementação de políticas e práticas de RH?

 

M: Me permita repetir um “chavão” que diz que “Pessoas não são Recursos” portanto, preferimos denominar esta área na Fetranspor de Gestão de Pessoas. Acreditamos que somente através do apoio das lideranças podemos transformar as organizações, portanto a aliança com a Presidência da Federação foi fundamental para proposição e implementação das políticas na área de Gestão de Pessoas.

5) H: Você chamou a atenção para os grandes eventos esperados nos próximos seis anos: Copa e Olimpíadas. Quais os principais projetos que a Fetranspor vem trabalhando em parceria com o Governo do Estado em prol destes eventos, e destes projetos qual a fatia que cabe à Fetranspor?

M: São muitos projetos e programas, mas destaco o BRT (Bus Rapid Transit): trata-se de ônibus articulado que tem uma via exclusiva com embarque em nível nos ônibus gerando maior conforto aos usuários e otimizando o tempo de viagem, pois os veículos não disputam espaço com os outros. Estamos trabalhando também na melhoria dos terminais rodoviários e na utilização de combustíveis mais limpos como o B20 (80%diesel e 20% biodiesel). Para estes eventos o principal desafio é o de conquistar a confiabilidade dos clientes, embora no Pan o sistema de transporte público tenha sido muito elogiado, nossa meta é melhorar ainda mais.
Temos implantado novas tecnologias como o GPS, monitoramos os veículos online, temos câmeras de vídeo nos ônibus, TV a bordo, etc. Temos trabalhado também em parceria com universidades e uma das mais recentes novidades é o ônibus híbrido, lançado em maio deste ano com a UFRJ/Coppe, com tecnologia 100% nacional, que possui tração elétrica e utiliza combustível sustentável (hidrogênio) que em breve estará circulando.

6) H: Você falou muito em ônibus para o estado do Rio enquanto São Paulo fala muito mais em metrô. Porque o Rio decidiu priorizar este meio? E você vê este projeto pronto há tempo?

 

M: A gente entende que o trânsito no RJ daqui há pouco tempo estará parecido com o de SP. A diferença é que nossa proposta é priorizar a implantação do BRT (Bus Rapid Transit) que pode transportar 40mil passageiros por hora, alcançando um desempenho similar ou maior que o metrô, com um custo mais acessível e uma implantação mais rápida. Pra você ter uma idéia, em termos de investimentos, com 1 (um) bilhão de dólares nós podemos construir 426 kilômetros do BRT contra 7 (sete) kilômetros de metrô subterrâneo. Nossa idéia é ter uma rede integrada que resulte num legado para toda a cidade. Com relação a sua pergunta sobre o projeto ficar pronto a tempo, especialistas como o arquiteto Jaime Lerner acreditam que sim. Estamos fazendo a nossa parte para que tudo corra conforme o planejado.

7) Hunter: Com relação às práticas de RH, quais outras práticas além das já abordadas a Fetranspor adotou e você gostaria de dividir com os leitores?

 

M: Acreditamos que as mudanças só são possíveis através da atuação de uma forte liderança, portanto estamos trabalhando neste sentido, ou seja, no  desenvolvimento de lideranças para dar sustentação e estes processos que ainda estão por vir. Além disso, os dois produtos lançados pelo Centro de Serviços em Gestão de Pessoas: o Manual de Descrição de Cargos do setor de Transporte por Ônibus, e o Sistema de Indicadores em Gestão de Pessoas são trabalhos pioneiros dos quais tenho a satisfação de ter coordenado. O primeiro deles, O Manual de Descrição de Cargos é um trabalho realizado pela construção coletiva de profissionais do setor em parceria com a Fetranspor. Já o Sistema de Indicadores em Gestão de Pessoas conta com 31 indicadores que permitem mensurar e gerir com mais segurança, construído especialmente para este setor. Por mais simples que pareçam, tem feito a diferença na gestão de nossas empresas, pois criam o hábito de mensurar, controlar e adotar as medidas certas para a Gestão de Pessoas.

Hunter: Mônica, para encerrar a entrevista, conta pra gente qual você considera sua maior conquista profissional?

 

M:Tenho orgulho de poder dizer que toda minha trajetória profissional foi de êxito e conquistas, mesmo nos momentos em que cometemos alguns enganos, eles serviram de aprendizado para consolidar as etapas seguintes, mas respondendo à sua pergunta, minha maior conquista é fazer parte de um time vencedor que está buscando a excelência na Gestão e contribuindo para a melhoria do transporte e da qualidade de vida dos cidadãos fluminenses.

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